quarta-feira, 30 de setembro de 2009

As maiores do Sul.

A Revista Amanhã divulgou seu ranking anual com as maiores empresas do Sul.

Entre as 10 primeiras empresas temos 3 com sede em Curitiba,(HSBC, Banestado/Itaú, Copel) e mais duas no Paraná (Vivo em Londrina e Itaipu que não estou considerando como Curitiba por não ter a absoluta certeza que o principal QH seja aqui). Entre as 30 primeiras temos 13 empresas com sede no Estado, sendo que 8 estão em Curitiba, uma em SJ dos Pinhais e outras 4 no interior.

O que me chama atenção nesse ranking é que as grandes empresas com sede em Curitiba são na verdade multinacionais, enquanto que as grandes empresas com sede em Porto Alegre são, na maioria, gaúchas.

Segue o ranking e o link.

10 Maiores da região
1. Gerdau
2. Vivo
3. Bunge Alimentos
4. HSBC
5. Copel
6. Perdigão
7. Refap
8. Sadia
9. Itaipu
10. Weg

Paraná
1. Vivo
2. HSBC
3. Copel
4. Itaipu
5. Renault
6. Coamo
7. Klabin
8. ALL
9. Kraft Foods
10. GVT

Expovinhos no Mercado Municipal

Começa amanhã a primeira Expovinhos de Curitiba.
O evento será no Mercado Municipal e contará com 20 vinículas e importadoras que atuam em Curitiba.
O evento terá degustação de vinhos, palestras, e cursos de culinária. A entrada custa R$ 25,00 e para assistir aos cusros e palestras os interessados devem agendar por telefone.

Expovinhos no Mercado de Orgânicos
Data: de quinta-feira (1) a sábado (3)
Horário: das 14h às 21h
Local: Mercado de Orgânicos, Rua da Paz , 6085, ao lado do Mercado Municipal
Informações: (41) 3363-3764

O guincho e o trânsito.

Passei o mês de setembro praticamente todo viajando. Fiquei poucos dias em Curitiba e ontem tive uma grata surpresa.

Estava transitando pela Martin Afonso, uma das principais avenidas da cidade, quando mudei para a faixa da esquerda. Pude atravessar as inúmeras quadras sem ser importunado por carros estacionados lá. Constatei que o estacionamento naquela via era proibido a muito tempo, mas nunca havia sido realmente praticado por meia dúzia de mal educados motoristas Curitibanos.

Não sei se os guinchos fizeram o trabalho ou se apenas o medo de ser guinchado fez com que em um instante a cidade ficasse mais educada, mas de toda forma fiquei feliz em ver que os folgados da cidade estão com os dias contatos.

Bicicletas em Curitiba*

Gosto de andar de bicicleta, mas o amor pela corrida fala mais alto e sempre fico com receio de não descansar e não conseguir correr direito.

Alguns dias na Alemanha reavivaram meu gosto pelas bicicletas. Lá, existem ciclovias que ligam uma cidade a outra. Seria o mesmo que haver uma ciclovia daqui até a praia, sem necessidade de os ciclistas utilizarem os acostamentos para isso. Nas cidades em que visitamos, TODAS tinham ciclovia e ciclofaixas. Além disso, havia uma profusão de bicicletários pela cidades.

Pois bem. Dentro dessa vontade louca de andar de bicicleta, como meu carro está na oficina e como o maridão está trabalhando um monte, resolvi tirar a magrela do depósito do prédio. Ela estava lá, com os dois pneus vazios, empoeirada...

Enchi os pneus e fui para a academia. 22 minutos na ida, 20 na volta (sprint negativo). Pude perceber o seguinte: Curitiba não é uma cidade preparada para bicicletas. Não tem ciclovia ou ciclofaixas que ligue as Mercês ao Juvevê, por exemplo. Não tive qualquer problema com motoristas, mas ressalto que andei fora da hora do rush. Pelo contrário, todos os motoristas respeitaram essa ciclista, inclusive na rotatória do Centro Cívico.

Cheguei na academia, tinha bicicletário, ufa. Corri por trinta minutos, fiz musculação, voltei para casa. Sofri um pouco mais nas subidas. Amanhã tenho natação e musculação. Se for de bike, vou estar quase treinando para um triathlon...eheh.

No espírito de largar o carro e investir mais na bike, fui fazer uma pesquisa na internet e deparei-me com o censo dos ciclistas de Curitiba. Achei vários sites interessantes, mas o que me chamou atenção foi mesmo o censo, disponibilizado em http://bikereportercuritiba.blogspot.com/ e em http://transportehumano.wordpress.com/



Percebe-se que a mulherada, como um todo, não anda de bicicleta. Por que será? É muito assustador esse dado e a discrepância entre ele. Talvez ligando o motivo do uso da bicicleta (o trabalho) com a questão de gênero, o elemento vaidade fale mais alto. De fato, há um mito de que é complicado chegar suada no trabalho, sem poder usar salto. Mas quer elemento de vaidade maior que “emagrecer”? Toda mulher deseja emagrecer e a magrelinha ajuda a perder algumas calorias.

Além disso, percebe-se que as classes com maior poder aquisitivo e com maior instrução não usam a bike. Na Alemanha, pude ver engravatados andando de bicicleta. Mas como no Brasil, andar de carro confere “status” a pessoa, talvez seja por isso que os mais abastados não andem de bicicleta. Há um preconceito contra as bikes.

No que depender de mim, vou continuar a usar a bicicleta sempre que possível. Acho que não conseguirei ir trabalhar de bike, mas fazer todo o resto é possível!

*mais um texto da Gi.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Curitiba, capital do Brasil.

Não sabia disso, mas Curitiba já foi capital do Brasil.
Em 1969, após ser decretado o AI5 o presidente Costa e Silva transferiu a capital do país, por um curto espaço de tempo, para Curitiba.

Estou postando uma reportagem da Record que fala sobre isso.

Radares em teste

Passei pela Av. Maurício Fruet esse final de semana e levei um susto. A prefeitura instalou uns 20 radares ou lombadas eletrônicas ali, bem ao lado da Vila Capanema.
Logo vi que eram equipamentos em teste, mas a aglomeração me chamou a atenção.

Procurei na internet e vi que os equipamentos não estão multando e foram instalados também na Kennedy. O objetivo da prefeitura é colocar todos os radares em condições iguais para que nenhuma empresa que participa da licitação saia em desvantagem.

Agora é esperar para ver os apressadinhos atravessando a fila de equipamentos em alta velocidade só para fazer graça.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Porque não somos argentinos?

De passagem pelos canais da TV me deparo com uma matéria na TV justiça sobre um incêndio que aconteceu numa balada de Buenos Aires há 5 anos. Essa semana aconteceu o julgamento do caso e as penas foram pesadas. O dono da casa noturna pegou 20 anos, pois as saídas de emergência não estavam 100% abertas. O agente da banda pegou 18 anos e o delegado que permitiu o funcionamento do estabelecimento pegou mais de 15.
No momento que vi a matéria me lembrei de um caso trágico que aconteceu aqui. Em junho de 2003 foi realizado o evento “Unidos pela Paz” no Jockey Clube e a desorganização, incompetência e o descaso tupiniquim causaram a morte de três adolescentes.

Enquanto na Argentina os responsáveis são sentenciados a penas pesadas, por aqui o no primeiro momento a policia informou que o promotor do evento seria indiciado por homicídio culposo, sem intenção. Sem dúvida matar não era o objetivo do evento, assim como o objetivo também não era oferecer segurança, uma vez que 30 mil ingressos foram colocados a venda, o Jockey não chegou nem a solicitar o alvará ao corpo de bombeiros para realizar o evento. A Policia Militar só foi informada do evento após as mortes terem acontecido. Como não sabia de nada a PM não enviou soldados para fazer a segurança que era feita apenas por seguranças particulares e para agravar havia venda de bebida alcoólica a menores de idade.

Nunca mais ouvi falar do caso, o que me faz acreditar que não tenha dado em nada.
Pesquisando pela Net descobri que o organizador foi indiciado por homicídio doloso, com intenção, mas conseguiu alguns Habeas Corpus e continua livre. A Polícia Civil tinha conhecimento do evento, porém as informações que receberam é que seriam vendidos apenas 5 mil ingressos e não 30 mil como aconteceu.

Mais de 6 anos depois o caso não está resolvido e ninguém sabe quando será. Depois de julgado no Paraná o processo vai fazer um pinga-pinga pelas várias paradas do judiciário brasileiro e só deve terminar lá por 2020.

Desculpem-me os ufanistas de plantão, mas nessas horas tenho certeza que a única coisa que somos melhores que o argentinos é no futebol.

Curitiba, a escura.

Sábado sai para passear pelas ruas do bairro. Eu e a Gi já saímos ao entardecer, tomamos um café demos uma volta pela Praça da Espanha e começamos o caminho de volta por volta das 19h.

As ruas, e principalmente a Praça da Espanha, estavam com um bom movimento, mas durante a volta percebi como a cidade é mal iluminada. Não faltam lâmpadas, mas o problema é a qualidade da iluminação. Não estou bem certo, mas pelo pouco que conheço de lâmpadas de iluminação arrisco falar que as lâmpadas usadas pela prefeitura são de mercúrio, que tornam a iluminação amarelada e apagada. Outras cidades usam lâmpadas de vapor de metal, que tem uma cor azulada e são muito mais fortes.

Acredito que se as ruas do centro fossem melhor iluminadas a quantidade de pedestres seria maior e quanto mais gente na rua mais seguras elas são.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

As cidades e as mulheres

Mais um ótimo texto do Dante Mendonça que vou postar aqui.
Por sinal o Dante tem um ótimo livro sobre a Cidade. Curitiba: piores qualidades e melhores defeitos que vale muito a pena.

As cidades e as mulheres

O arquiteto Jaime Lerner tem no seu repertório uma divertida analogia entre as cidades e as mulheres.Se revelando irmão de Dalton Trevisan por parte de cidade, Jaime Lerner assim descreve aquela que lhe deu a luz e o brilho: Curitiba é uma madame de cinta-liga na coxa, com belo naco de carne à mostra.

Se a cidade é fêmea, de que forma podemos imaginar as cidades do Paraná de belos nomes?

Marialva é professora primária. Solteira, recatada e sempre com vestidos modelados da revista Manequim, é a mestra dedicada que ilumina os caminhos das pedras rumo ao futuro na capital. Depois da novela, Marialva chora pelo salário de miséria.

Maringá é cantora do rádio. Morena fogosa, com uma fivela de “strass” prendendo os cabelos, perfume de gardênia, de vestido encarnado com um rasgo na coxa eu garrei a imaginar: Maringá, Maringá...

Corbélia é da mulher do prefeito e presidente da Liga das Senhoras. São famosos os bolinhos de arroz de Dona Corbélia. Ah, mas precisa ver o retrato no dia de seu casamento, com uma “corbeille” de rosas amarelas realçando a cinturinha pilão da donzela em flor.

Anahy e filha de Corbélia. Muito parecida com a mãe, nas férias em casa usa saia e casaquinho, sapatos fechados com meias brancas, travessa nos cabelos, xale e, ao pescoço, um singelo brilhante. Quando volta para universidade, em Curitiba... quem te viu, quem te vê, Anahy!

Antonina é dona de restaurante defronte ao trapiche. Com dedos mágicos no tempero, serve o melhor camarão ensopado do litoral, os mais frescos e espessos filés de robalo, sendo a receita de seus bolinhos de peixe um presente de Nossa Senhora
do Pilar. Generosa, recebe pintores e demais artistas com cardápio sem preço, de apreço. Dona Antonina, mesmo aposentada pelo INSS, ainda hoje trabalha para ajudar a sustentar os filhos e genros desempregados do Porto.

Londrina mantém a pose da rainha, mesmo com os pés vermelhos. Em janeiro de 1952, depois de um bem remunerado circuito pelo Paraná, o cronista Rubem Braga viu assim essa mulher: De dia, “não se julga obrigada a engraxar as botas avermelhadas de poeira nem a pentear demasiado os cabelos”. De noite, “vai ao jantar de homenagem, bem vestida, quase toda de preto, com colar de pérolas”. Hoje, a bota avermelhada é italiana, o vestido preto é Versace, comprados em São Paulo, é claro, porque de Curitiba ela quer a devida distância. Bem, a crise dos últimos anos levou o colar de pérolas, foram-se os anéis, ficaram os dedos.

Ventania madruga, leva e traz as crianças ao colégio, administra a fazenda, à tarde visita o gerente do banco, à noite o tufão vai ao churrasco e desculpa-se pelo cabelo: “Cheguei de moto!”

Frau Rolândia é a Vera Fischer com botas.

Contenda afirma com orgulho: “Semo polaca e não semo fraca!” Quando o Stacho vai ao atravessador receber o dinheiro “das batatinha”, acompanha o marido no cabresto. Todo cuidado é pouco: na volta o polaco pode deixar o lucro nos armazéns de beira de estrada.

Maria Helena és tu, a minha inspiração... cantam os vizinhos de Cruzeiro do Oeste, Xambrê e Umuarama. O belo nome foi escolhido pelos colonizadores Moacir e Mário de Aguiar Abreu, uma homenagem à filha deste último.

Pérola é cortejada pelos guapos de Diamante D’Oeste e Diamante do Sul. Mas ainda vai acabar casando com um mineirinho de Diamantina.

Sulina é filha dos pampas. Com um irmão padre, outro jogador de futebol, sua vocação é o lar. No CTG, a prenda com uma flor no lado esquerdo dos cabelos trançados segura levemente o vestido para que não pisem nele.

Pranchita é a irmã mais velha de Sulina. Bem casada e abastada, seu modelito básico ainda é campeiro, o “tipoy”: um vestido longo de algodão de dois panos costurados entre si com duas aberturas para o braço e uma para o pescoço. Para apertar o “tipoy” sobre a cintura, usa o cordão chamado “chumbé”.

Cascavel é a sogra. E ponto final.

A invensão do rodízio.

Estudos históricos profundos apontam que o rodízio de carnes, ou espeto corrido, pode ter nascido na região metropolitana de Curitiba.
A inventora da mais completa experiência gastronômica que um ser humano pode ter seria a churrascaria Blumenauense em Quatro Barras, 31km de Curitiba.

Não conheço o lugar, mas pela grande contribuição dada à humanidade preciso conhecer. Não só conhecer, mas pleitear um Prêmio Nobel ao inventor na modalidade que ele quiser.

O endereço do templo é:
Rod.Br 116 Km 82 (041) 3675-6769

Para saber mais leia a matéria do Estadão.
http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos+paladar,quem-inventou-o-churrasco-rodizio,3255,0.shtm