sábado, 28 de março de 2009

nem tudo são FLORES.

Essa semana começou de forma marcante na cidade.

Uma menina de 15 anos chegou ao colégio carregando uma arma, se trancou no banheiro e tirou a própria vida.

Leio que hoje, durante a tarde, uma mulher tentou se matar no bairro do Bigorrilho, um dos de maior poder aquisitivo da cidade.

Conheço pessoas que tiraram a própria vida e se for contar os casos de suicídio que tive conhecimento em Curitiba o número seria alto.

O fato é que Curitiba é uma das cidades com o maior índice de suicídios do Brasil. Não existem muitas informações sobre esse tipo de ocorrência, mas pelo que consegui acessar, em 2004 Curitiba era a 3ª cidade com o maior número de suicídios entre mulheres e uma das maiores no geral.

O motivo disso eu não sei, mas me parece óbvio. Temos nossas virtudes, mas também nossas mazelas. Somos muito fechados, conservadores e mal humorados. Acredito que isso junto com as frustrações pessoais sejam um combustível para um número tão triste.

Olhei até ficar cansado de ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado as flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
Embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo o que eu vejo
A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores tem cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes
FLORES
FLORES

As flores de plástico não morrem

Um comentário:

Giovanna disse...

e no inverno, só tende a piorar.