quarta-feira, 4 de março de 2009

Ruas de Curitiba

Vou postar alguns dados sobre a memória da cidade, não necessariamente nomes de rua, mas sim de lugares.

PRAÇA JOÃO CÂNDIDO
Já foi Praça do Observatório, ponto de observação da passagem das tropas da Revolução Federalista de 1893, iniciada no Rio Grande do Sul e, cujo ápice, no Paraná, foi o Cerco da Lapa. Também foi Praça Emílio de Menezes, lembrando o eclético poeta curitibano falecido em 1918. É Praça João Cândido em memória do médico e ex-presidente do Estado João Cândido Ferreira.
Vizinho à praça, na Rua Kellers, está o Museu de Arte do Paraná, que ocupa um edifício construído nos anos 20.

SOCIEDADE BENEFICENTE PROTETORA DOS OPERÁRIOS
Foi fundada em 1883 pelo pedreiro Benedito Marques para amparar os trabalhadores curitibanos. Sua criação reforçou o Alto do São Francisco como endereço das lutas do operariado.

Até a década de 1980, o popular "Ópera-Rio" sediou, nos carnavais, um concurso gay de fama em todo o país e até no exterior. Fosse hoje, seus participantes seriam chamados de drag-queens.

BELVEDERE
Mirante construído em 1915, no tempo do prefeito Cândido Ferreira de Abreu.
Em 1922, esta construção em estilo art-nouveau abrigou a primeira emissora de rádio do Paraná, a PRB-2. Em 1931, foi observatório astronômico e meteorológico. Desde 1962 aloja a União Cívica Feminina, que empreendeu no pré-golpe militar de 1964 a "Marcha com Deus, pela Família e pela Liberdade" e que organizou localmente a campanha
"Dê ouro para o bem do Brasil".






RUA JAIME REIS

Antiga Avenida Cruzeiro, seu nome atual data de 1918, em memória do médico, jornalista, escritor e deputado estadual Jaime Drummond dos Reis, assassinado na saída de um cinema da cidade em 1912. Vale a pena observar as residências das primeiras décadas deste século, em sua maioria recicladas para bares, restaurantes e espaços culturais. Ali está também o edifício da Cúria Metropolitana de Curitiba, cujos fundos vão até a Rua Kellers.

ARCADAS DE SÃO FRANCISCO
As ruínas de hoje são reciclagem de uso das obras inacabadas da Igreja de SãoFrancisco de Paula. Em 1811, ficaram prontas a capela-mor e a sacristia. Em 1860, as pedras que finalizariam a obra teriam sido usadas na conclusão da torre da antiga Matriz. Cercado de lendas, o espaço remete a histórias de túneis e piratas. Em 1995 foi revitalizado, com comércio típico sob as arcadas e espetáculos no palco, com arquibancadas ao ar livre.

SOCIEDADE GARIBALDI
Funciona neste prédio desde 1900, mas foi constituída em 1883 para proporcionar aos imigrantes italianos melhor integração na nova terra. Importante na história do movimento operário paranaense, sediou, em 1906, o I Congresso Estadual, que gerou a Federação Operária no Paraná. Durante a II Guerra Mundial, o prédio foi invadido e confiscado pelo Estado. Teve uso como Palácio da Justiça e sede do Tribunal Regional Eleitoral. A edificação retornou à colônia italiana em 1965 e, em 1993, o município a transformou em Unidade de Interesse de Preservação.

RELÓGIO DAS FLORES
O Relógio das Flores é um presente que Curitiba ganhou de joalheiros, em 1972.
É um verdadeiro jardim das horas, que ao longo do ano, em cada mudança de estação, floresce com cores vivas e diferentes. Localizado na Praça Garibaldi, o Relógio das Flores tem oito metros de diâmetro e funciona à base de emissão vibrátil de quartzo. É acionado com impulsos eletrônicos de um relógio-comando instalado na Igreja do Rosário.

PRAÇA GARIBALDI
Antigo Largo do Rosário, pela presença da Igreja do Rosário, do século XVIII, já foi Largo Faria Sobrinho, no final do século XIX.
Agora é Praça Garibaldi em homenagem a Giuseppe Garibaldi, o unificador da Itália e líder da República Juliana em terras brasileiras. Revitalizada em 1995, recebeu dia 25 de maio a Fonte da Memória. A cabeça de cavalo, bronze do escultor Ricardo Tod, é um convite à reflexão de que "o tempo não existe quando a memória do homem permanece", numa referência às antigas feiras de colonos, em torno do bebedouro para animais do vizinho Largo da Ordem.

FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA
Construção de 1866/67, foi encomendada pelo austríaco José Wolf e seu filho Fredolin.
Foi residência, loja maçônica, escola, Quartel do Corpo da Polícia, sede do Quartel General durante a Revolução Federalista e sede da Prefeitura e Câmara Municipal em 1912/13. Residência até a década de 50, abrigou a Livraria Braun entre 1958 e o início dos anos 70, quando o município comprou o casarão. Restaurado, passou a sediar a Fundação Cultural de Curitiba em 1975.

IGREJA DO ROSÁRIO
Construção do século XVIII, terceira igreja de Curitiba - depois da Matriz e da Igreja da Ordem. Era a igreja dos escravos, com o comprido nome de Igreja do Rosário dos Pretos de São Benedito. A construção original foi demolida em 1931.
A atual data de 1946.

fonte:http://www.curitiba.pr.gov.br/pmc/a_cidade/Roteiros/LinhaPinhao/10.html

3 comentários:

Giovanna disse...

Belas fotos. Quem é o fotógrafo?

Giovanna disse...

Epa, achei um furo no "brogue". Cadê a origem do cavalo que vomita?

Giovanna disse...

engraçado, o posto do WTCC aparece no google reader mas não aparece aqui